“A "Fala Feminina" é uma coisa difícil de definir. Primeiro por ser conhecidamente muito extensa e segundo, por ser hoje feita de tantos substratos, tais como amor, filhos, trabalho, consumo, que sua definição assim, em breves linhas, se torna impossível. Está aí uma das razões para essa nossa mesa de discussão”
“Estou em uma das raras profissões em que ser mulher não é um diminutivo. Ao contrário, acredito que seja mais fácil ser mulher- atriz que homem- ator. Ë uma profissão bastante "feminina” hoje em dia. O preconceito ainda vem de outros setores da sociedade. As pessoas ainda vêem a Atriz como uma mulher de vida fácil, volúvel e falsa.”
“Há mais mulheres que homens em minha profissão. Desta forma, ela segue as leis que naturalmente regulamentam qualquer mercado. As leis da oferta e da procura. O salário dos homens, dos escassos galãs, é bem mais alto que o das atrizes. Desta maneira também se tem mais tolerância com atores desalentados. Das mulheres se exige mais brilho.”
“Acumular tantas funções, Mãe, Mulher, Profissional, Bonitona não é fácil. Porém eu jamais diria que isso é um fardo. É poder ter vários tipos de satisfação. Se não for vista através deste prisma, qualquer vida é um fardo.”

Marisa Orth, atriz paulista, 46 anos. Formada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e em interpretação pela Escola de Arte Dramática (EAD-USP). Em 1990 ganhou o prêmio APCA de Melhor Revelação Feminina pela interpretação da personagem Nicinha na telenovela Rainha da Sucata. Famosa por interpretar a personagem Magda no seriado Sai de Baixo da Rede Globo. Em 1997 posou nua para a Playboy. Hoje é a Rita, de Toma Lá Dá Cá, às terças-feiras na TV Globo.
